Preciso de um tempo.
Tempo pra não fazer nada, como agora.
Ir pra longe, pelo menos em pensamento.
Não espero grandes coisas, não desejo nenhuma reviravolta.
Tudo é bom, até então.
As vezes eu sinto como se quase estivesse fazendo parte de algo, me adaptando a vista das janelas, entendendo as outras pessoas, sentindo coisas que são importantes pra mim, deixando pra trás sentimentos vãos por pessoas vãs.
Então, quando eu quase me acostumo, o mês vira. A lua some. A maré sobe.
As perguntas me atormentam a cada pensamento: "O que faz com toda essa acomodação? Pra que tanta atenção ao que é vago? Por que não foge desse trilho enquanto é tempo? Enquanto o lado que indaga ainda vive?"
Eu deveria achar estranho combinar o que vem de fora com o que eu sinto aqui dentro? As placas se movem e eu sinto meu sangue correr; as pessoas falam e eu sinto minha pele esfriar; eu vejo hoje as mesmas estrelas de ontem e me vem uma vontade de sorrir... sorriso discreto, de canto de boca, que ninguém mais precisa ver.
Eu sou assim, tão estranha, por ter um coração vazio e continuar sentindo, e continuar vivendo, e continuar sorrindo?
28 de setembro de 2011
25 de setembro de 2011
Preciso desligar
"[...]A gente pode se trombar em algum lugar
Talvez num bar pra conversar
ou apenas a cem metros da estação
Preciso desligar
vou chamar os outros demônios
E eu queria que soubesse
que da última vez eu acho que exagerei
mas você me conhece!
Às vezes penso onde isso vai parar
e não quero que pare
Também prefiro continuar na incerteza dessa vida que
escolhi."
[ Eu e Meus Demônios - Fullheart ]
Talvez num bar pra conversar
ou apenas a cem metros da estação
Preciso desligar
vou chamar os outros demônios
E eu queria que soubesse
que da última vez eu acho que exagerei
mas você me conhece!
Às vezes penso onde isso vai parar
e não quero que pare
Também prefiro continuar na incerteza dessa vida que
escolhi."
[ Eu e Meus Demônios - Fullheart ]
21 de setembro de 2011
Ações e reflexos
Nunca mais.
E desde então não pretendo tirar o sorriso do rosto.
Cada um sabe o que tem e pelo que lutar, o que é importante, o que simplesmente faz bem.
Vou continuar, vivendo do jeito que sei viver, procurando coisas pra bagunçar os meus dias...
E se me perguntarem se tenho medo, vou ter o medo na medida que preciso.
Nem mais, nem menos.
Mas... não vou parar, não vou esperar, não vou acompanhar.
A maioria das pessoas quando tem algo importante em mãos não dá valor, não retribui.
Por que vou me preocupar com o que eu não controlo?
Meu caminho, meu sorriso, meus atos. Muito satisfeita e ponto.
E desde então não pretendo tirar o sorriso do rosto.
Cada um sabe o que tem e pelo que lutar, o que é importante, o que simplesmente faz bem.
Vou continuar, vivendo do jeito que sei viver, procurando coisas pra bagunçar os meus dias...
E se me perguntarem se tenho medo, vou ter o medo na medida que preciso.
Nem mais, nem menos.
Mas... não vou parar, não vou esperar, não vou acompanhar.
A maioria das pessoas quando tem algo importante em mãos não dá valor, não retribui.
Por que vou me preocupar com o que eu não controlo?
Meu caminho, meu sorriso, meus atos. Muito satisfeita e ponto.
19 de setembro de 2011
Or not be
"O pequeno príncipe arrancou também, não sem um pouco de tristeza, os últimos rebentos de baobás. Ele pensava nunca mais voltar. Mas todos esses trabalhos rotineiros lhe pareceram, aquela manhã, extremamente agradáveis. E quando regou pela última vez a flor, e se preparava para colocá-la sob a redoma, percebeu que tinha vontade de chorar.
- Adeus – disse ele à flor.
Mas a flor não respondeu.
- Adeus – repetiu ele.
A flor tossiu. Mas não era por causa do resfriado.
- Eu fui uma tola – disse finalmente. – Peço-te perdão. Procura ser feliz.
A ausência de censuras o surpreendeu. Ficou parado, completamente sem jeito, com a redoma nas mãos. Não podia compreender essa delicadeza."
18 de setembro de 2011
Só uma questão de tempo
As vezes eu não vejo exatamente o que não quero ver.
E vai ser assim, e tudo vai ficar bem daqui a pouco.
17 de setembro de 2011
Rumo ao porto
Rumo ao porto, ou ao naufrágio, que nos espera esta noite. Não lembra mais! Apenas em quanto pode ser desbotado o vermelho de nosso sangue. E quanto rouco e silencioso pode ser o nosso grito?
[ Bendito em Seus Olhos, Maldito em Sua Boca - Colligere ]
[ Bendito em Seus Olhos, Maldito em Sua Boca - Colligere ]
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